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Formado na década de 60 por jovens oriundos de famílias humildes, "Os Kiezos" animaram inicialmente festas de bairros, onde se notabilizaram até granjearem o reconhecimento nacional. Motivados por uma paixão pelos ritmos nacionais, a sua música integrou muitas vezes influências de estilos musicais de artistas congoleses, latino-americanos, entre outros. Absorveram igualmente linhas melódicas de agrupamentos nacionais como os Negoleiros do Ritmo, Musangola e os Gingas. Apesar dessas influências, a banda não perdeu a sua originalidade em termo de ritmos, que o tornaram num dos maiores executantes da música popular urbana de Angola. Ao longo do seu percurso, "Os Kiezos" foram autores de músicas como "Milhoró", "Comboio", "Princesa Rita", "Zá Boba", "Monami", "Jingololo", "Tristezas não Pagam Dívidas", temas que marcaram a vida dos angolanos nas décadas de 70 e 80. Com mais de 30 anos (1976) de carreira, o grupo teve como expoentes máximos o percursionista António Miguel da Silva (Kituxi), o vocalista Adolfo Coelho e o guitarrista Anselmo de Sousa Arcanjo (Marito). Este último foi considerado um dos mais talentosos solistas do cancioneiro angolano dos anos 70 e 80, na mesma época em que pontificava ainda o guitarrista Zé Keno, de "Os Jovens do Prenda". Actualmente é composto por Hildebrando Cunha, na viola solo e contra solo, Gegé Faria, viola baixo, Habena Maior, nas tumbas, Toy Batera, na bateria e Realtino Fançony, voz principal.
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