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A cantora Margareth do Rosário afirmou hoje, em Luanda, que o crescimento quantitativo e qualitativo da música angolana permite sonhar com a conquista de mercados internacionais, competindo de igual com os demais colegas africanos.

Falando à Angop, à margem do espectáculo de consagração do artista mais querido da actualidade, no mercado nacional, cujo o troféu foi conquistado pelo cantor Yuri da Cunha, Do Rosário manifestou a sua satisfação por ter chegado à final, onde os restantes nove concorrentes foram também da nova vaga. Afirmou que os angolanos têm colocado no mercado nacional e africano boas músicas, marcadas de elevado nível de qualidade. "Pelo que se tem produzido nos últimos anos, dá para prever um futuro melhor para a música e os artistas angolanos. É verdade que a luta com os demais colegas africanos é dura, mas estamos em condições de conquistar espaços no mercado europeu e no resto de África, particularmente francófona", vaticinou. Segundo ela, este crescimento está a contar com grande apoio de produtores angolanos e estrangeiros, que procuraram apostar seriamente na nova geração de músicos angolanos. "Temos produtores que não olham a meios para conseguir colocar no mercado disco de um determinado artista, sendo, portanto, uma das razões para que os jovens estejam em alta no mercado", reconheceu. Adiantou que a partir do momento que o mercado registou a entrada em cena de jovens a apostarem no semba e kizomba, o público começou a levar mais em conta o trabalho feito pelos mais novos. "Já tivemos tempos em que eram só acusações contra os jovens, por não catarem o semba. Hoje as coisas estão diferentes e são os jovens a apostarem forte no semba, mostrando aos mais velhos que a juventude não vive só do kizomba, kuduro ou rap", concluiu. Na presente edição do Top dos Mais Queridos, Margareth do Rosário foi contemplada com uma menção honrosa, à semelhança de Toto, Kituxi e Patrícia Faria.
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